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01.08.14

A encefalopatia traumática crônica, antes conhecida como encefalopatia pugilística, na maior parte das vezes acomete esportistas sujeitos a traumas cranianos repetitivos, especialmente esportes de luta representados no Brasil pelo boxe e sobretudo pelo MMA e o futebol.

Os sintomas iniciam-se anos ou até décadas após os traumas e são representados por perda de memória, dificuldade de concentração, desatenção, dificuldade de planejamento, depressão, alteração do comportamento e tremor. “O paciente pode ter alguns desses sintomas ou todos”, afirma Dr. Helder de Castro Marques, radiologista da Cedimagem.

Já é sabido que há uma relação de causa e efeito entre traumas repetitivos, principalmente se associados a concussões e desenvolvimento dos sintomas descritos acima em intervalo de 5 a 40 anos. “Se biopsiados, os cérebros apresentam características que não permitem diferenciar a encefalopatia traumática crônica da doença de Alzheimer ou da doença de Parkinson, exceto pela localização em que as lesões predominam no encéfalo. De qualquer forma, ainda não se conhece a fisiopatologia exata da doença”, conta Dr. Helder.

Ao analisar uma neuroimagem, são achados que podem estar relacionados à ETC: atrofia global do encéfalo, atrofia hipocampal, atrofia da hipófise, ectasia de espaços perivasculares, dilatação de ventrículos laterais, cavo do septo pelúcido, lesão axonal traumática e contusões cerebrais.

Só há uma forma de evitar a doença, como explica o especialista: “A não exposição a esportes ou trabalhos (doença descrita também em militares) que envolvam trauma na cabeça. O dano pode ser restringido com equipamentos de proteção individual e regras rígidas para evitar traumatismos cranianos”.

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