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21.03.14

Um dos temas polêmicos abordados na novela global “Em Família” é a miocardiopatia. O ator Reynaldo Gianecchini vai sofrer dessa doença, que atinge o miocárdio, músculo do coração. Há alguns capítulos, o personagem tem sentido falta de ar e, em breve, terá um edema no tornozelo, sintomas característicos da doença.

Para obter o diagnóstico, é preciso fazer uma ressonância magnética cardíaca, que além de acusar a miocardiopatia (comprometimento do músculo e da função do coração), também mostra se o paciente tem doença aterosclerótica (entupimento gradual das artérias), doença cardíaca congênita (defeitos de uma ou mais estruturas do coração durante a formação do feto), aneurisma (dilatação de uma parte do músculo do coração ou aorta), tumor cardíaco, entre outras doenças.

O exame pode durar de 30 a 50 minutos. A primeira sequência adquirida é chamada de apneia expiratória, em que o operador, biomédico ou tecnólogo, sob orientação do médico imaginologista, pedirá para que o paciente encha o peito com ar, solte e prenda. “Primeiramente, realizamos sequências localizadoras. Nos minutos subsequentes, são adquiridas sequências funcionais e morfológicas do coração. Em seguida, aplicam-se pulsos de inversão e recuperação para detectar a presença ou não de gordura no tecido miocárdico. Finalmente, faz-se a administração do gadolínio por meio de bomba injetora para avaliar perfusão, anatomia angiográfica e, em seguida, a presença ou não de realce miocárdico tardio, mais conhecido como fibrose”, explica Dr. Marcelo Souto Nacif, radiologista da Alliar Medicina Diagnóstica.

Para realizar a ressonância magnética do coração é preciso estar atento às contraindicações relativas e absolutas. Algumas situações, como ter dificuldade de audição, podem dificultar a realização do exame. De acordo com o Dr. Nacif, “o paciente precisa estar atento aos comandos dados pelo biomédico durante o exame, por isso é necessário que ele tenha uma boa audição. Há casos em que colocamos uma pessoa ao lado do paciente para que ela o ajude nesse processo”.

Pessoas com objetos metálicos internos, como marca-passos, não podiam realizar a ressonância magnética, mas com os avanços da medicina, esse cenário mudou. “Desde 2001, vários modelos de aparelhos de ressonância foram testados e os pacientes que não eram dependentes do marca-passo conseguiram realizar os exames sem complicações. Temos experiência de mais de 32 exames realizados, não só para o coração, mas também para outras regiões do corpo, e isto é fruto de trabalho conjunto com a equipe de arritmologia.”

Dr. Marcelo ressalta que a eficiência do exame depende do preparo da equipe médica associado ao avanço tecnológico local. “A ressonância magnética cardíaca é, hoje, o único método multimodalidade que tem a capacidade de avaliar a morfologia, caracterização tecidual, função global e segmentar, função diastólica, estudo angiográfico e de realizar estudo perfusional com alta precisão. O exame consegue avaliar diretamente a fibrose cardíaca como um todo, incluindo a intersticial, que não é facilmente visível a outros métodos”, finaliza o radiologista.

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